» 18-09-2010 - LEILÃO MAXI PRODUÇÃO GUZERÁ RAMENZONI E CONVIDADOS
» 23-09-2010 - III LEILÃO VIRTUAL GUZERÁ DA CONQUISTA
» 28-09-2010 - 15º LEILÃO VIRTUAL MARCA SOL GUZERÁ E CONVIDADOS - PRODUÇÃO

Abate técnico de bois Guzerá na Bahia surpreende novamente

 

     Todos os adjetivos imagináveis ainda são poucos para expressarmos a eficiência da raça Guzerá em programas de cruzamento industrial. Recentemente, o pecuarista Antônio Balbino, de Barreiras, oeste da Bahia, realizou um abate técnico envolvendo garrotes ½ sangue Guzonel (Guzerá x Nelore) e F2 ou tri-cross (Guzerá x Nelore x Pardo Suíço Corte).

     Balbino, selecionador de Guzerá e produtor de gado de corte, realizou o abate com o intuito de divulgar a versatilidade deste zebu quando cruzado corretamente com raças que incrementam os ganhos em produtividade e diminuem o tempo de terminação dos animais. Para fazer as mensurações das carcaças, foi contratado o professor Jorge Carlos Dias de Souza, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – IZ Km 47, que já acompanhou inúmeros outros abates técnicos em vários estados brasileiros, inclusive os testes feitos pela Associação dos Criadores de Guzerá do Centro-Sul.

     Dois lotes foram destinados para este abate técnico na Bahia, sendo um de animais F1 Guzonel de 14 à 16 meses de idade, e outro de garrotes da mesma idade F2 produtos de Pardo Suíço Corte (Braunvieh) em matrizes Guzonel. O romaneio do frigorífico de Barreiras aferiu números extraordinários. 16@ foi o peso médio dos animais, sendo 56% de rendimento de carcaça para o lote F2 e 58% de rendimento para o lote F1.

     Várias outras medições foram feitas nos lotes como o acabamento de carcaça que chegou a 5,4 mm para os meio sangue e 5,2 mm de espessura para o lote sangue Pardo Suíço. A gordura da picanha ficou entre 7 e 9 milímetros. Nos quesitos maciez, suculência, sabor, firmeza, coloração, gordura e textura as carcaças receberam nota máxima, lembrando que estes critérios de medições são definidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Todas as carcaças foram enquadradas na cota Hilton de exportação – a mais exigente entre todos os países importadores da carne brasileira.

     “Após mais esta comprovação, infelizmente ainda não entendo o porque dos índices de abates de animais frutos de cruzamento industrial no Brasil serem tão baixos, não chegando a 20%, enquanto que em países como os Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália o abate de produtos cruzados é superior a 80%”, afirma o professor Jorge Carlos, acrescentando que a raça Guzerá, por ser a mais antiga do mundo, oferece uma heterose inigualável nos cruzamentos com animais europeus. “Este abate está provando o que a gente fala e mostra há mais de 10 anos. Espero que, a partir de agora, outros pecuaristas vejam com bons olhos esta opção em produzir boi precoce e bem acabado”, diz.

Foto

Clique aqui e confira a Matéria

© 2005 Guzerá Sudeste   -    Desenvolvido por: SamSoft Tecnologia